terça-feira, 28 de abril de 2009

Enterro anunciado

O enterro antes anunciado, recebe sua quarta pá de terra.
Confiança e motivação são o norte deste ato.
Já não se vê mais rosto, nem resquício de sentimento.

Uma respiração funda de alívio e um olhar pra frente. Sem lamentar o tempo perdido.

Quatro pás, quase suficientes para nem pensar mais no assunto.

JAZ

domingo, 19 de abril de 2009

Seus espaços são curtos, mas não sua imaginação

A cada dia se abre novas soleiras, novos mundos

São metros quadrados e outros quadrados e retângulos que ampliam seus horizontes

São vozes, sons, gestos e sorrisos marcados que denotam segurança, conforto.

Ela se agarra neste pequeno mundo. Nas pessoas e coisas em que se sente confortável.

Mas tem sede e quer agarrar o mundo com as mãos. Descobrir as palavras, os gostos.

Um mundo inteiro à sua volta. Inúmeras mãos pra te abraçar

E embarcar junto nessa descoberta de mundo que está longe de terminar

Acontece todos os dias, surpreendendo a todos.

Vamos!

terça-feira, 31 de março de 2009

Incapaz de julgar

E a caixa permanecia ali. Intacta. Fruto de verdades e acontecimentos possívelmente esquecidos. Se não esquecidos, guardados.

A junção daquelas duas letras, daquelas duas pessoas, resultava na palavra amor ou até em algo maior.

Vai ver que por isso que a caixa permanece ali, ao alcance dos olhos de quem a vê. Mesmo quem não a esteja enxergando no presente

quarta-feira, 18 de março de 2009

E sobre a violência

Segunda-feira, durante a aula de ética, tivemos um pequeno embate sobre suicídio, o fato de os veículos não divulgarem números para não incentivar a população e a constante exposição de violência na mídia. Na turma estavam presentes alunos de vários cursos das áreas de Saúde e Humanas. O que me chamou a atenção e me levou a escrever sobre o assunto aqui no blog foi a reação de algumas pessoas sobre a constante exposição da violência, de uma forma geral, na televisão. Indagavam os alunos: “a mídia hoje ensina como fazer um seqüestro”, “eles mostram perfeitamente o funcionamento de uma arma”, “eles reproduziram perfeitamente como jogaram a menina do prédio em São Paulo”.

Todas as opiniões eram acompanhadas de achismos, distantes de embasamentos e pior, mal sabiam citar o caso que estavam citando, ou seja, falavam: “aquela moça lá de São Paulo”. Não sabiam do que estavam falando direito, mas reclamavam da forte exposição da violência na mídia.

Concordo em parte que mostramos violência demais e que as vezes dá para “espremer e tirar sangue” tamanha a violência exposta. Mas o que queriam aqueles alunos? Que a mídia mostrasse só finais felizes? Esse lado real e tão presente em nossas vidas fosse deixado de lado? É óbvio que existem outras pautas interessantes, mas se o mundo anda tão hostil e conturbado, não tem como deixar de lado este assunto. O que se pode mudar é a abordagem.

E sobre o fato de detalhar como foi feito um sequestro ou como foi o trajeto do avião que caiu em Goiânia, nada mais justo. É função da imprensa informar. A riqueza dos detalhes e o crescimento da tecnologia nos levaram a esse ponto. Novos programas que permitem uma reprodução fidedigna do real.

Talvez aqueles(as) colegas de classe estejam mais preocupadas com entretenimento na TV ou desconheçam a função de informar que a imprensa tem. Mudemos a abordagem sobre a violência, mas deixar de tocar no assunto, só quando o mundo estiver em paz.

terça-feira, 17 de março de 2009

Soulmates never die but sometimes we need to bury then.